O modelo de tratamento residencial conhecido como Comunidade Terapêutica foi utilizado durante muito tempo para pacientes com patologias psiquiátricas crônicas. Seu funcionamento é fundamentado na premissa de que quando não se é possível promover mudanças no indivíduo dependente, passa a ser necessário alterar sua condição, seu meio ambiente e removê-lo da situação onde o consumo ocorre. O processo terapêutico focaliza intervenções pessoais e sociais, atribuindo funções, direitos e responsabilidades ao indivíduo dependente em ambiente seguro em relação ao consumo de álcool e drogas. Tratamentos psico-sociais (psicólogo, assistente social, orientação vocacional, etc.) devem ser sempre incluídos na programação terapêutica das Comunidades.
As internações em Comunidades Terapêuticas (CT) costumam ser longas, durando vários meses. Aparentemente, quanto maior a estadia do indivíduo, maior a chance de obter abstinência após a alta, quando o indivíduo retorna a seu meio ambiente (habitat) de origem. Suas principais indicações são indivíduos que apresentam graves conseqüências decorrentes do consumo de álcool e drogas, e que não possuam mínimo suporte social (família, trabalho, etc.), para que a abstinência seja obtida em tratamento ambulatorial.
Assim como em outros tratamentos residenciais para a dependência (internação), o paciente egresso do tratamento em CT deve obrigatoriamente realizar seguimento ambulatorial e/ou participar em grupo de mútua-ajuda. Convém lembrar novamente que a síndrome de dependência é transtorno crônico e, assim como a hipertensão arterial e o diabetes, acompanha a vida toda do paciente.

Para Internação Imediata, acesse Manual de Orientação ao lado e veja Regras, Cronograma Diário, Listagem de Pertences e Documentos, entre outros.